Estranha Mente Minha

Apenas palavras soltas ao vento sem direção nem sentido.

Marcos Paulo - 17/02/2006


Parado num farol
Em busca do seu próprio sol
Querendo virar o jogo
Mais um esforço...
Lavando carros,
Equilibrando a vida,
Com outros olhos,
Um olhar de menino ou menina
Tentando sobreviver,
Em busca do que comer...

Vendendo balas, entre farol e buzina,
Depois vendendo balas,
Na sua arma novinha.
Teve que assaltar, teve que matar...

Parado no farol
Em busca do seu próprio sol
Querendo virar o jogo,
Mais um esforço...
Roubando carros,
Equilibrando a vida
Com outros olhos...
De um cara perdido na vida...

Vendendo flores, na rua sozinha,
Depois seu próprio corpo
É a mercadoria,
De sí própria tem nojo,
Só colhe desgosto.

Parado num farol
Em busca do seu próprio sol
Querendo virar o jogo
Mais um esforço...
Parando carros,
Equilibrando a vida,
Com outros olhos...
De mulher da vida.

Crianças, mulheres,
Pais de família...
Prostitutas, pivetes,
Trombadinhas...
Roubando, estuprando,
Matando...
Indo logo transando
Com qualquer um
Que for passando...

Vítimas do vermelho
do sangue
Vítimas do amarelo
dos roubos
Vítima do verde
do dinheiro...
Em busca de comida,
Dos seus desejos...


(Direitos Reservados)

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